Trabeculectomia pode ajudar a controlar progressão do glaucoma

Procedimento é um dos principais utilizado no controle da doença. Todavia, o sucesso de método depende de indicação precisa e a realização deve ser feita por um especialista

Trabeculectomia, cirurgia conhecida popularmente como TREC, é considerada por muitos oftalmologistas como procedimento de escolha, dependendo da classificação do glaucoma. Geralmente é indicada para pacientes que estão usando três ou mais medicações sem atingir a pressão alvo, ou seja, não conseguem impedir o desenvolvimento da doença. Em teoria, pressão alvo é a Pressão Intraocular (PIO) ideal que reduz o ritmo de progressão da doença, para que não seja atingido o ponto de dano funcional grave associado a cegueira durante o tempo de vida do paciente. Glaucomas iniciais podem ter valores da pressão alvo, um pouco mais elevados. Quanto mais avançada é a doença, menor será esse valor. A TREC é uma cirurgia fistulizante que tem como objetivo aumentar a drenagem do humor aquoso e, consequentemente, reduzir a PIO na tentativa de retardar ao máximo a evolução do glaucoma. O oftalmologista Henrique Celso Duarte de Rezende Rocha (CRM-GO 14844 / RQE 10770 ) acredita na sua aplicabilidade social, pois em muitos casos
os pacientes não possuem condições econômicas, nem condições motoras e mentais para se tratarem. Logo, a cirurgia entra como uma alternativa importante para ajudar da controlar a PIO. “É uma forma de ajuda humanitária para pacientes que dependem do nosso Sistema Único de Saúde para tratarem o glaucoma”.
CIRURGIA
Existem diversas variações da TREC, mas todas possuem a mesma ideia: aumentar o escoamento do humor aquoso de dentro da câmara anterior para fora do olho em uma bolsa confeccionada na conjuntiva bulbar, na qual será armazenado e drenado posteriormente, baixando, assim, a PIO. O tempo de cirurgia depende da técnica utilizada e se está associada a cirurgia de catarata combinada, mas dura em média de 40 a 50 minutos. É indolor, pois é realizada sob efeito de anestesia. No pós-operatório o paciente pode sentir um desconforto, como a sensação de olho seco ou de corpo estranho nos olhos. Como todo procedimento cirúrgico, a TREC apresenta potenciais riscos, que aumentam dependendo da gravidade da doença. “Felizmente os riscos são relativamente baixos comparados aos seus benefícios. É importante compreender que o glaucoma é grave e se não houver um controle adequado da PIO, o paciente perderá a visão de forma irreversível”, alerta o médico.
Geralmente, o tempo de recuperação do pós-cirúrgico pode variar de poucos dias a algumas semanas. “Lembrando que é importante o paciente sempre seguir as orientações do seu médico para evitar uma possível complicação e também afim de contribuir para o sucesso do procedimento”.
CICATRIZAÇÃO
É um dos fatores mais importantes da TREC, pois será determinante no sucesso e na duração da cirurgia. Para isso, durante o procedimento é utilizado uma substância antifibrótica que tenta impedir com que ela aconteça. Mas qual seria o problema da cicatrização? Tal fato pode levar ao fechamento da fístula confeccionada, impedindo a passagem do humor aquoso para fora do olho. Logo, “a TREC pode ser considerada um procedimento antifisiológico, já que o corpo tenta cicatrizá-la.” A TREC não é uma cirurgia definitiva e sua duração depende de diversos fatores, por isso, o tempo e a eficácia varia para cada paciente. “É fundamental que o paciente retorne ao seu oftalmologista, no mínimo, a cada seis meses, para controle é acompanhamento da doença. O glaucoma pode ser tratado, mas não curado”.

Publicado na Revista Oftalmologia em Goiás, Junho/Julho 2017

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